Começo este ano tarde, mas com um post de gratidão, porque, apesar de eu ser muito refilona e reivindicativa, tenho tudo a agradecer, nomeadamente, aos que me são mais próximos (o meu marido e filho) e a acabar nos meus colegas de trabalho, passando pelas amizades, família, comunidade médica (que nunca me deixou “na mão”) e nunca esquecendo vocês, meus leitores, que me dão um grande “forcing” na prossecução dos objectivos para o blogue..
Este ano comecei em grande: rescindi a minha prestação na fiscalização de obras (onde estive durante muitos anos, on e off com o acompanhamento de obras) e comecei num serviço público, na minha área de estudos, com todas as facilidades que isso me dá: trabalho perto de casa, a possibilidade de me deslocar de transportes públicos (que param praticamente em frente ao meu prédio, e me levam ao meu local de trabalho em 20 minutos), com a vantagem de poder escolher percorrer um pequeno percurso a pé ao lado do rio, quando consigo, e calcorrear o género de paisagem que me “carrega” a energia e me lava a alma. Terei ainda a possibilidade de usufruir de jornada contínua, passado o tempo de experiência, e a tremenda vantagem de nunca mais ficar desempregada – coisa que acontece normalmente sempre que cada obra acaba.
Tudo win-win, reforçado pelo facto de pertencer a uma equipa fantástica.
Prevejo tempos mais fáceis para mim, o que irão seguramente retardar a degradação cardíaca e renal associada, e isso dá-me alguma segurança e mais paz…
Tinha receio de ter que ficar restrita um género de trabalho mais burocrático, mas acontece que vou para também para a fiscalização, pelo que também terei trabalho de campo (sabem, aquela área que me remunera a alma?).
Relativamente ao blogue, um destes dias estava a estudá-lo (há sempre coisas que me passam um bocado ao lado, pelo que o seu estudo é necessário), quando me deparei com as leituras efectuadas, e fiquei extremamente feliz por verificar a quantidade de pessoas de outros países que lê o meu blogue:
A começar por Portugal (Continental e Ilhas), passando pelos Estados Unidos da América, Canadá e a Alemanha (por ordem, e com imensas leituras e visualizações), depois de seguida, também com bastantes leituras com muitas visualizações, vem a Espanha, a China, o Brasil, o Reino Unido, a Suíça, a França, a Irlanda, e a Bélgica. Já com algumas visualizações embora mais leituras, vem a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Polónia, Taiwan, a Guiana Francesa, a Suécia, e, finalmente, com poucas visualizações e leituras, vem a Coreia do Sul, a Colômbia, Singapura, Itália, Madagáscar, India e Turquia.
Para quem começou somente com leituras e visualizações de amigos, chegar a este ponto, a uma escala mundial, é das coisas que mais me preenche como promotora deste blog, e dá-me uma satisfação enorme saber que tanta gente, nomeadamente fora do meu país, lê os meus posts.
A sensação de dever cumprido, que começou muito aquém do que eu tinha estabelecido para o blog no início (muito normal, quando se está a começar uma “coisa” nova, que ninguém conhece), agora está muito mais além do que sempre pensei que fosse o seu alcance.
Esta diferenciação entre leituras e visualizações, indica que por cada visualização que o blogue tem, normalmente, quando está associada a mais leituras, pra mim, é um indicador do interesse, não só do blog, mas também dos posts. Para exemplificar, Tenho visualizações que correspondem a pessoas que entram no blogue para ler só um post, que têm só uma leitura associada, mas, noutros casos, tenho, muitas vezes, visualizações que correm todos os posts, e quando isto acontece, tenho mais visitas periódicas, calculo que para a leitura dos posts que vão saindo. Eu não consigo ver quem foi, nem de onde são essas visualizações e leituras – só subscrevi o plano básico que tem o mínimo possível de pagamentos (para ter acesso a esses dados, tinha que pagar mais), mas saber que vocês existem e me apoiam dá-me um encorajamento inimaginável.
Tenho, então, muito a agradecer a todos os leitores de todos esses países, por ajudarem ao crescimento do meu blogue, e no seguimento disso, ao meu próprio crescimento.
São essas “Remunerações da Alma” que me ajudam a seguir em frente e a nunca desistir.
Não vos conheço, mas já vos adoro.
Desejo-vos a todos um ano fantástico.

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