Esta segunda feira acordou chuvoso e triste com a morte do Papa.
Foi o melhor Papa da história dos Papas, o Papa mais progressista, visionário, inclusivo e humilde que existiu, a meu ver.
Foi o que promoveu reformas significativas no vaticano contra a corrupção, diálogos interreligiosos importantes e o primeiro que teve uma postura acolhedora a todos os crentes, inclusive à comunidade LGBTQA++.
A meu ver, foi o que incentivou esta onda de inclusão que se verificou por todo o mundo.
Foi o que me fez acordar novamente para a fé cristã, tantas vezes adormecida pelas tareias que a vida me foi dando.
Hoje, sábado, dia 26 de Abril de 2025, vai-se dar o funeral.
E Em Maio, haverá lugar ao Conclave, à nomeação do novo Papa, e com isso, a especulação, e o acto de tentar “chegar a brasa à sua sardinha”, com cada país com Cardeais a promover os seus.
No que a Portugal diz respeito, o Cardeal José Tolentino de Mendonça seria o mais provável “dos nossos”, dado que exerceu funções de ajudante do Papa na gestão da igreja, e é um membro importante e querido entre os Cardeais, mas é demasiado novo, poderá sê-lo num outro conclave, talvez.
Não gosto de fazer especulações e, na altura em que o Papa Francisco foi internado com a pneumonia bilateral, critiquei fortemente as especulações da sua morte, focada ainda mais pelas fake news, ainda que não tivesse lançado o post que escrevi sobre esse assunto (colocarei aqui esse post se receber vários pedidos expressos que o justifiquem).
Já este género de especulação, “quem será o Papa”, sem ter a ver com vidas ou mortes, já não me importo de fazer: então, vou dar a minha idéia de quem será o “novo” Papa:
Já houve um Papa Africano, no início da Igreja, há uns 1800 anos atrás, mas nessa altura suponho que as minorias eram diferentes, e, sendo essa a altura das perseguições aos Cristãos, eles próprios constituíam, em si, uma minoria.
Acredito que o Papa Francisco, ao abrir a porta em nome da inclusão, abriu-a também à possibilidade de o Conclave eleger um Papa que reflita a diversidade cultural e étnica do mundo católico actual. e desconfio que, com esse acervo simbólico da inclusão, esse papa comece uma era de firmeza e renovação.
A questão será: fará o bem, ou fará menos mal?
E esta é a minha idéia de quem será o novo Papa, para quem não perguntou.
E Já agora, quem dá destaque a uma notícia em que “alguém” esteve à espera na fila durante 5 horas para velar o Papa, não tem sensibilidade nenhuma. Porque esse “alguém” não foi obrigado a fazê-lo, deve tê-lo feito porque queria. Não tiveram sensibilidade nenhuma por pessoas que, por exemplo, estiveram a sofrer durante 5 horas numa urgência, ou estiveram 5 horas para esperar por um nascimento ou se esteve 5 horas para saber se um ente querido faleceu ou está vivo. Caramba, eu estive na fila por mais de 6 horas, num pavilhão qualquer da Expo 98!
Estes “jornalistas das não notícias” irritam-me profundamente.

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